Verso de Maria


 

 

1986

Sete de fevereiro – Dia em que nasci, em um hospital perto da Avenida Paulista. Talvez por isso gosto tanto da Paulista, traz sentimento de conforto, estar no meio da massa. Sentir-se completa entre estranhos e em momentos cinzentos andar na multidão. Os esbarrões e desvios de passos recordam que sou gente como todas aquelas ali em seu sagrado horário de almoço.

 

Tempos de Infância 1986 a 1997

Menina inquieta, eu nunca gostei do silêncio. Cabelos castanhos, cheios de cachos que minha mãe os desfazia com escova de madeira. Olhos escuros, sempre grandes, atentos, felizes ou marejados. Brincava no quintal e qualquer coisa podia se transformar em uma escola, casa, banco, teatro, hospital, bastava escolher qual seria o cenário da brincadeira e tudo se fazia. Os pregadores coloridos com água era sopa, papel picado também era uma delicia. Eu sempre tive medo do escuro e do que tinha embaixo da cama.



Escrito por Maria Fernanda Costa às 22h00
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Cobertura - Congresso Fenabrave 2006

Botões fechados até o pescoço, salto-fino e meia-calça. Eu vim com meu velho jeans e bota plataforma.

bacana, receber uma credencial, uma bolsa cheia de publicidade de patrocinadores e sem me esquecer da bela caneta.

alguém me disse que a vida é assim mesmo

que a gente tem que fazer coisas que não gostamos

para quando a gente crescer e for grande

poderemos então, escolher o que iremos fazer...

Que coisa, o "super workshop" sobre "Benefícios e riscos na implantação do CRM na concessionária de moto" já vai começar!!!

eu mal posso esperar para o palestrante iniciar o seminário... e saber tudo do fantástico mundo das duas rodas.

 



Escrito por Maria Fernanda Costa às 15h28
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