Tem dia...
Tenho trabalhado ao máximo todas inquietações, normais de qualquer ser humano. Sinceramente eu não queria voltar a ser criança, mas como é difícil tomar decisões que farão grandes diferenças em seu futuro e muita delas não podemos esperar que a certeza chegue para termos “tempo” para decidirmos.
Meu lado expressivo ao mesmo tempo em que me define, faz ser quem sou e faz as pessoas me amarem por isso, também me causa problemas. Às vezes nem eu consigo lidar com tanta intensidade e daí saio desesperada por uma papel e um lápis para escrever toda aquela coisa dentro de mim. E tenho muito medo, aliás, faz pouco tempo que descobri como eu sou medrosa. Tenho um medo danado de ir embora, tenho pavor que as pessoas queiram ir embora.
Nem ando mais me preocupando tanto em deixar palavras conexas, sabe preciso mais é tentar preencher vazio. Paradoxo, como eu vou querer ocupar espaço se eu vou colocando tudo para fora. Aí tem vezes que corro lá para o mar e ficando olhando estrelas. Essa sensação que a natureza traz é um presente, mas tem validade.
Você pode também beber uma garrafa de vinho sozinho, ligar para bons amigos, ter uma boa transa, rezar, fazer terapia, ler um bom livro, fazer ginástica, trabalhar, dançar, mas tudo isso não resolve senão olha para dentro. E como olha? Eu estou tentando entender esse processo, se assim posso chamar. Procuro muita resposta na música, tem dia que a gente encontra verso que descreve aquilo tudo. Identificação é outro fator que ajuda, afinal você não se sente mais um completo idiota e descobre que alguém se sente igual a você, ou pelo menos já se sentiu. É dia com gosto azedo, que limão nenhum nesse mundo explica e açúcar nenhum adoça.
Escrito por Maria Fernanda Costa às 19h47
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