Caixinha de Música
Tolo anotar sobre algo o que não sei. O fato é tempo todo em tudo isso.
Parece-me clichê, todavia preciso esclarecer, não é amor que sinto. Dentro tem uma espécie de solfa, entre a garganta e outra estilha vital. Paro de correr, começa a tocar.
Desafina sinfonia, ela toca ainda mais alto, e insiste em impelir suas notas. Eu queria mesmo era entender. De repente, eu quem não a deixar ir. Por tanto tempo foram raros períodos tangíveis e perdi a que me apeguei.
Gosto de quem sou quando está por perto, sabendo que nunca estará ao meu lado. Guardei miudezas. Cantiga toca com medo de não sentir como naqueles pequenos dias.
E por isso perde.
Escrito por Maria Fernanda Costa às 03h06
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