Maria não está triste, ela corre por todos os dias, cumprindo deveres e exercendo o ócio quando pode.
Nunca esteve assim antes, era sempre muito feliz ou muito triste. Nunca havia experimentado o sentimento de estar tudo indo e só.
Ela não gosta de experimentar o sentimento morno. Maria sabe que precisa sentir a frieza. Não ela não está triste, só está conhecendo a sensação “stand-by”. Coisa muito nova para Maria.
Não espera mais o telefone tocar, alguém que ela queria muito ouvir, não finge mais histórias lindas no travesseiro – momento impermeável a mentiras do id.
Talvez tenha sido o demasiado número de turbulências, que a tenha levado a esse vazio, talvez fosse preciso varrer para preencher novamente.
Escrito por Maria Fernanda Costa às 14h09
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