Odeio o tom irônico de sua voz. Me remete a outras vezes que você já o utilizou. Seu olhar mostra demasiadamente o quão perdido você está. Conquistou tudo o que não queria e odeia quem é hoje. Desculpe-me, não posso carregar o peso da sua vida defasada. É o seu cérebro que não produz lítio. Sou apenas sobrevivente e não ficarei penalizada por sua situação, apenas lamento.
Não foram tempos fáceis, eu estou de pé, não importa como, todavia estou. Tu és mais que o dobro do tempo que já respirei e ainda não aprendeu a andar. Se fosse alma de criança era melhor, seria puro e doce. Seu mal é a infantilização e a constante dependência de tudo aquilo que puder se apoiar.
Escrito por Maria Fernanda Costa às 21h44
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